sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Brincadeiras Indígenas


1. A CORRIDA DO SACI: Trace uma linha na terra ou na areia para definir o local de largada e outra, a uns 100 metros de distância, para definir a meta a ser atingida. O participante deverá correr em um só pé, sem poder trocar durante a corrida. Quem conseguir ultrapassar a linha da meta ou chegar mais longe é o vencedor.


2. O GAVIÃO E OS PASSARINHOS: O participante que propôs a brincadeira ganha o papel de gavião. O gavião desenha na areia uma grande árvore, cheia de galhos. As demais crianças são os passarinhos. Cada uma delas escolhe um galho e senta-se lá.
Depois de todos acomodados em seus galhos, o gavião sai à caça dos passarinhos, que deverão sair de seus ninhos batendo os pés no chão e cantando para provocar o bicho, que vai avançando lentamente. Já bem perto do grupo, o predador dá um pulo em direção aos pássaros, que deverão fazer várias manobras para distraí-lo. Quando um dos passarinhos for capturado, ele deverá ficar em um refúgio escolhido pelo gavião. Ganha a brincadeira o último participante capturado.


3. PEIXE PACU: Um participante é escolhido para ser o pescador, enquanto os demais deverão formar uma fila que deverá se mexer feito uma serpente. O pescador corre ao longo da fila para tentar tocar o último jogador com uma vara ou um pedaço de pau, que representa a vara de pescar, evitando ser impedindo pelos outros jogadores.


4. MANGÁ, TOBDAÉ: Essa brincadeira é feita com peteca, mas o modo de brincar dos indígenas tem certa semelhança com a nossa “queimada”, sendo jogada com quatro ou seis petecas ao mesmo tempo e com dois jogadores por vez. Ao sinal do coordenador, os dois jogadores arremessam as petecas na direção do outro com a intenção de atingi-lo e, ao mesmo tempo, evitar ser atingido por ele. Quem foi atingido pelas petecas, sai do jogo, cedendo o lugar para outro participante. Ganha quem ficar mais tempo na brincadeira sem ser atingido.


FONTE: NossoClubinho.Com.Br


OS JOGOS NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA

Resultado de imagem para JOGOS NA EDUCAÇÃO FISICA

TIPOS DE JOGOS

O jogo não deve ser um dos aspectos dominantes na vida de uma criança, e sim, como fator de desenvolvimento por estimular a criança a pensar e fazer com que ela passe agir independentemente, nas escolhas e decisões. Para Chatean (1996, p. 82), “o jogo é uma pratica humana essencial, que contribui para a evolução do individuo estabelecendo relações de equilíbrio entre eles e realidade que o cerca.”.

Segundo lino de Marcedo (1995), in Piaget propõe que todos os jovens devem ser estruturados basicamente seguindo três formas: Exercício, símbolo e regras.  Livro propõe que, “embora essas três formas de jogo evoluam gradativamente no desenvolvimento da criança, todos os jogos contem características das três formas”.  Assim Tavares e Souza (1996, p.49-52), classificam os diversos tipos de jogos que são praticados em vários ambientes e em diversas formas:

Jogos Sensoriais: São jogos destinados aos estímulos dos sentidos humanos. O cérebro tem papel fundamental no processo perceptivo dos alunos, pois os sistemas sensoriais se processam nele. Trabalham também os sistemas sensoriais do tato, da audição e da visão. Estes jogos estão sujeitos a alterações conforme o desenvolvimento dos alunos, faixa etária, disponibilidade de materiais entre outros.

O jogo deve propiciar um clima de segurança, confiança e descontração onde os alunos se sintam a vontade. Deve se evitar qualquer tipo de situação que desvalorize o esforço e o desempenho dos alunos. Todo movimento envolve um elemento de consciência que percebido de algum tipo de estimulo sensorial. O desenvolvimento da percepção do individuo depende em parte da atividade motora. Todos os movimentos envolvem o uso de um ou mais sistema sensorial. Então, já que a percepção e habilidade motora estão sempre muito próximas, torna-se um ótimo jogo para se trabalhar na escola.                                  

Jogos de Representação: São os jogos que promovem o desenvolvimento da capacidade de expressão através da linguagem corporal.É um jogo onde o jogador interpreta um personagem com narrativa criado por ele mesmo. Nesse jogo, utiliza a inteligência , a imaginação, o diálogo para, em colaboração com os demais partícipes, buscar alternativas que procuram encontrar para o objetivo do jogo. O jogo é um trabalho a ser resolvido cooperativamente, e isso é algo que fascina o aluno. A proposta deste jogo é desenvolver a imaginação sem competições, mais resolvendo em conjunto determinadas situações estabelecidas pelo professor.

Jogos Cooperativos: Nos jogos cooperativos as regras são feitas ou criadas num ambiente restrito ou até mesmo de imediato. Geralmente, os jogos têm poucas regras e estas são simples. Pode envolver um jogador sozinho ou dois ou mais jogando cooperativamente. Os jogos devem ser disputados como uma forma de lazer, sem que os participantes enfoquem na competição a vitória como ponto essencial.
Segundo Schwartz (2002), “acriança é automotivada para qualquer prática, principalmente a lúdica, sendo que tendem a notar a importância de atividades para o seu desenvolvimento, assim sendo, favorece a procura pelo retorno e pela manutenção de determinadas atividades”. A criança não se importa se está indo bem ou mal em uma atividade, o que importa para ela é saber se está tendo prazer ou não em determinada atividade.

Para Orlick (1989). “O objetivo primordial dos jogos cooperativos é criar oportunidades para o aprendizado cooperativo e a interação cooperativa prazerosa”. Os jogos cooperativos são aqueles em que todos os grupos colaboram combinando as diferentes habilidades para conseguir um só objetivo comum, todos ganham ou todos perdem caso não consigam alcançar o objetivo proposto. Esses jogos transmitem e potenciam valores através do qual se estrutura um determinado tipo de pessoa, com relações entre os jogadores de uma forma que todos entendam o verdadeiro objetivo, que é a diversão e cooperação.

Os jogos cooperativos podem ser divididos em categorias que vem a facilitar o trabalho na escola, são: Jogos cooperativos sem perdedores: todos jogam com um desafio comum. Jogos de resultado coletivo: são jogos em que pode haver equipes, porém o resultado será comum a todas. Jogos de inversão: estes jogos promovem a noção de interdependência. Os participantes são levados a mudar de equipe conforme se desenvolve o jogo. Tipos de inversão: rodízio, goleador, placar, total. Jogos semi-coletivos: estes jogos são adaptações dos jogos esportivos e promovem a participação total dos jogadores, bem como a co-educação.

Jogos Populares: São aqueles conhecidos como jogos de rua, onde seus participantes podem ser alternados, decididos pelos próprios jogadores, com flexibilidade nas regras, e sem exigir recursos mais sofisticados, pois sua origem estar na cultura popular. O jogo popular é uma riqueza cultural grande que precisa ser conhecida e preservada. A cultura é vida e, compete-nos a todos mantê-la viva. Os jogos, como elemento da nossa cultura, têm de manterem-se vivos também e de fazer parte do nosso quotidiano, com um calendário próprio e adequado ao seu caráter e ao nosso quotidiano moderno.

Os jogos populares contribuem para o desenvolvimento da criança de várias formas, como na socialização, no resgate da cultura, e na inclusão e no incentivo às manifestações folclóricas que fazem que a criança aprenda mais sobre o saber popular a sua cultura nas escolas incentivam cada vez mais a educação e a cultura, que são os pilares que constituem o ponto de partida para a formação do individuo.

Jogos Coletivos: Segundo Kishimoto “o jogo coletivo é uma necessidade para a criança. O desejo de convivência, o instinto associativo, a vontade de fazer parte de um grupo, é força dinâmica da vida”.

Diante disso, é de muita importância para o desenvolvimento cultural do aluno, a vivência de brincadeiras e jogos, pois através deles será possível fazer uma reflexão da cultura corporal em que se vive. E durante as práticas de jogos os alunos podem se preparar para as tarefas que mais tarde a vida exigirá.

Para Mertens & Musch (1990),
Apresentam uma proposta para o ensino dos jogos coletivos, tomando como referência a ideia do jogo, no qual as situações de exercícios da técnica aparecem claramente nas situações táticas, simplificando o jogo formal para jogos reduzidos e relacionando situações de jogo com o jogo propriamente dito.

Essa forma de jogo deve preservar a autonomia dos praticantes, respeitando-se o jogo. Sendo assim, devem-se manter as estruturas de cada modalidade; a finalização, a criação de oportunidades para o drible, passe, e lançamentos nas ações ofensivas.



OS JOGOS COMO PRÁTICA PEDAGÓGICA

Segundo os PCNs (1997, p. 64), “jogo é atividade de ocupação de espaço devem ter lugar de destaque nos conteúdos, pois permite que se amplie as possibilidades de se posicionar melhor e de compreender os próprios deslocamentos”. Transformando a realidade da escola em um ambiente agradável de estar e aprender mudando a pratica pedagógica, com atividades que valorizem a experiências e desejo dos alunos, utilizando jogos que crie oportunidade para o desenvolvimento físico, moral e intelectual.

Os jogos são utilizados como componente curricular por várias disciplinas, mas é na disciplina de Educação Física, que este, se destaca através da realização dos Jogos Esportivos. Fazendo um papel de destaque na Educação Física escolar. Para Castellani Filho (1998), “a Educação Física, enquanto disciplina curricular tem o objetivo de tratar pedagogicamente os conteúdos da cultura corporal e permitir aos alunos o conhecimento e a análise crítica desses conteúdos”.

Freire (1992), “afirma que se o contesto for significativo para o aluno, o jogo, como qualquer outro recurso pedagógico, tem conseqüência importante no desenvolvimento do aluno”. Para conseguir este desenvolvimento com o aluno certamente, os jogos, as atividades lúdicas e as brincadeiras parecem ter cada vez mais o seu lugar, entre as atividades.
                                                                                                                                              Paes (2001), afirma que: A função básica é assegurar a prática no processo ensino-aprendizagem, com seus objetivos voltados para uma atividade motivadora , reforçada pelos conteúdos desenvolvidos pedagogicamente, respeitando-se as fases do desenvolvimento humano.

Com isso o aluno passa por um processo fazendo, uma nova relação com a inteligência humana podendo contribuir para novos conhecimentos.
  


CONTRIBUIÇÃO DOS JOGOS PARA SEUS PARTICIPANTES

Os jogos contribuem muito na inclusão dos participantes dos jogos traz muito mais benefícios que um simples momento de diversão. Quando se alia os jogos a outras atividades que os estudantes realizam no dia-a-dia, o rendimento tende sempre a melhorar. Eles ganham mais disciplina e aprendem a respeitar os colegas.

De acordo com Jean Piaget (1975, p.84), “o jogo favorece um equilíbrio afetivo na medida em que é uma atividade pelo prazer e tem como finalidade a afirmação do eu Z”. Podemos perceber que, o prazer lúdico é uma expressão afetiva de toda aprendizagem que o jogo possa desenvolver. Segundo Schwartz (2000), “a dimensão lúdica e estética abre possibilidades para estimular a formação de indivíduos construtores ativos de suas culturas”. Mais para isso é necessário que o jogo seja utilizado de maneira que auxilie nas mudanças de atitudes, buscando e incentivando o que é necessário ao ser humano. Podendo favorecer a autonomia dos alunos para monitorar as próprias atividades, regulando seus esforços, traçando metas, conhecendo as potencialidades e limitações e sabendo distinguir situações de trabalho corporal que podem ser prejudiciais.



CONSIDERAÇÕES FINAIS

Os jogos oferecem numerosas situações nas quais as crianças podem enfrentar o ambiente social, aprendendo e experimentando novas formas de comportamento. As atividades recreativas não acontecem apenas na escola, sabemos que elas se desenvolvem em qualquer lugar, onde as crianças passam a conhecer melhor as suas habilidades, seja qual forem os jogos praticados.

Os jogos propõem a criança benefícios para a sua coordenação motora, além de desenvolver a afetividade no desenvolvimento dos praticantes, para buscar a autoconfiança e a iniciativa. Por tanto é necessário lembrar e valorizar nas crianças uma autoimagem positiva. Os jogos devem ser sempre incorporados ao cotidiano da criança constituindo um importante caminho para o crescimento pessoal e social da criança. Neste contexto, faz necessário afirmar que os jogos devem associar o corpo e emoção, na consciência, na busca do prazer.

Portanto, os jogos são muito importantes no cotidiano das crianças e devem ser transmitida de maneira espontânea e criativa, promovendo a elas um prazer e diminuindo tensão em seu meio de convivência.



FONTE: Joaquim Rangel Lucio da Penha- Graduado em Educação Física pela Universidade Estadual Vale do Acarau e Especialista em Educação Fisica Escolar pelas Faculdades Integradas de Patos.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

O poder de saber dizer “NÃO!”

frases-para-nao-dizer-ao-filho-adolescente-1441207545121_956x500
São bebés, são lindos, fofinhos, prodigiosos, tudo o que fazem tem graça, gerando olhares embevecidos, são ingênuos, indefesos, desconhecem limites e perigos, são “reis e senhores” e o centro de todas as atenções. Mas eles crescem e algumas coisas mudam, ou deveriam! Aos 10 meses, já reconhecem o significado da palavra-chave: NÃO e é através deste conceito que estabelecem os limites do que lhes é ou não permitido, aprendendo as regras essenciais para uma saudável convivência.

Um NÃO proferido com firmeza e coerência, sem espaço para o porque nem porquê, gera choro, birra, olhares angelicais de súplica, numa operação de “charme” estratégica, orquestrada por um ser adorável que procura aliviar a sua frustração em ser contrariado, tentando demover/seduzir a fonte de proibição, ao qual se juntam outras vozes: “Deixa, não ralhes! Ainda é tão pequenino e é tão querido, logo tem tempo para aprender que não deve fazer! É tão engraçado!”. Face às várias “pressões”, ceder é tentador e a mais fácil das soluções, mas é também perder a oportunidade, crucial, de, na altura certa, corrigir comportamentos e atitudes indesejada. Regra geral, se ao 1 ano de idade, um comportamento pouco adequado pode ter alguma graça, aos 2 anos, a mesma atitude nada tem de engraçado e aos 3 é inaceitável mas a criança não o percebe porque faltou o tal NÃO no momento fulcral, a primeira vez. E surge na criança a dúvida, a revolta e a recusa em aceitar, baseado numa lógica muito válida ”Por que razão, de repente lhe é proibido, o que até então sempre lhe foi permitido?”

Surpreendentemente, há crianças que parecem nunca ter ouvido um verdadeiro e contundente NÃO no seio familiar, e quando, na escola, são confrontados com um, a sua tendência é ignorar, a revolta e o questionar a autoridade da pior forma possível, vêm logo a seguir. E começam os “problemas”, com tendência a multiplicarem-se… A Escola é um local onde imperam regras de convivências elementares, a cumprir e respeitar por todos, as atenções centram-se em muitos, cada vez mais, e em nenhum, há tarefas para realizar, mesmo que não apeteça e/ou não se goste, não podendo estar sujeita aos caprichos, desejos e vontades de uma só criança, em detrimentos do grupo! Conversando com os pais sobre as atitudes do seu rebento, constata-se que há 2 tipos de pais: os que responsabilizam o filho, pedindo, envergonhados, desculpa em seu nome, tomando, de imediato, medidas; e depois há os pais cuja reação imediata é a desculpabilização (a sua e do respetivo menino, por vezes fica a dúvida qual é a mais premente) e infelizmente, estes são os que mais frequentemente são chamados à Escola. Os argumentos vão variando mas, em resumo, as ideias chave do seu discurso são “se em casa, corre tudo tão bem, a culpa só pode ser da Escola, dos professores ou dos colegas”, “Mas foi só ele? E os outros colegas?”, “Eu não costumo ralhar com ele pois ele só tem essas atitudes na escola. Por isso se foi aqui que as aprendeu, a escola é que tem de resolver. O problema é da escola”, “Estou tão pouco tempo com ele que não tenho coragem nem tempo, nos poucos momentos que estamos juntos, de me chatear e ralhar como ele”, “O meu filho não mente. E não foi isso que ele me contou por isso não deve estar a ver bem a questão!”, “Ele é muito imaturo, foi só uma brincadeira. Não percebo a necessidade desta tempestade num copo de água!”, “Não está habituado a que falem rispidamente com ele e por isso é que reagiu assim, se lhe tivessem falado calmamente, como nós fazemos, ele tinha obedecido. O professor não pode gritar com ele! Ninguém grita nem toca no meu filho!”, minutos infindáveis a justificar o injustificável, onde a culpa, esse ser exógeno, que se diz morrer solteira, é sempre depositada em outrem, obviamente. Este tipo de pais assume, primeiramente, o papel de grande amigo e defensor do seu petiz, descurando as suas funções principais: EDUCAR e responsabilizar. Provavelmente, estes pais chegarão, mais cedo ou mais tarde à conclusão que vários outros já chegaram “Já não consigo fazer nada dele, não sei onde falhei! Se os professores conseguirem, agradecemos imenso!”. A uns e a outros, valeria a pena retroceder um pouco no tempo e recordar-lhes: todos os espetáculos que deixaram o seu petiz deambular/correr pela sala, fazendo barulho, quando todas as outras crianças permaneciam sentadas, em silêncio, atentas à atividade e não lhe disseram NÃO “porque afinal o espetáculo não estava a ser cativante”, ou de todas as vezes que não o impediram de arrastar, ruidosamente, as cadeiras pela casa, não lhe dizendo NÃO “porque os vizinhos já estão habituados, não se importam” ou quando escolheram não intervir ao vê-lo morder ou cuspir um amigo, não lhe dizendo NÃO “porque são coisas da idade e logo passam. O melhor é não dar importância e ignorar.” ou quando, no supermercado, face à sua birra espalhafatosa e aos olhares acusatórios dos transeuntes, não lhe disseram NÃO, e lhe compraram, uma e outra vez, mais um brinquedo, para juntar à sua enorme coleção, ou quando foi mal educado ou retirou um brinquedo sem pedir autorização e não lhe disseram NÃO, obrigando-o a pedir desculpa, ou quando não lhe corrigiram a dicção de determinadas palavras “porque até tem graça o seu falar à bebé”… Quando desculpabilizar, e não responsabilizar e retificar, foi prática corrente, durante anos, inverter o sentido, torna-se deveras complicado; e a Escola pouco, ou nada, pode fazer nestes casos, quando a iniciativa, não provém de quem tem esse dever, responsabilidade e poder: os PAIS.

Estabelecer limites e os ditos comportamentos ajustados é algo que se constrói desde tenra idade, num percurso atribulado cheio de pequenos avanços, alguns retrocessos e muitas dúvidas, num processo dinâmico e progressivo. Há “batalhas” essenciais que só poderão ser conquistadas, com muitas lágrimas e contrariedades, desferindo golpes impiedosos de “NÃO, NÃO e NÃO”, sem hesitações, justificações ou negociações, ignorando os olhares de soslaio e reprovadores de muitos, que criticam velada, ou abertamente, uma postura, que parece estar pouco em voga: obediência, respeito e responsabilidade, sem desculpas, subterfúgios ou cedências. Há “batalhas” que se podem ignorar, a bem da sanidade mental de todos, pois desaparecem, não deixando sequelas, o tempo e a maturidade encarregam-se delas. As “batalhas” essenciais nas quais não se deve baixar os braços nem dar tréguas, por muito que às vezes apeteça, prendem-se com os princípios e os valores que se consideram fundamentais e se pretendem transmitir para que sirvam de linha orientadora na sua vida futura. Não é fácil e não há “garantias” mas estabelecendo limites, incutindo regras, desde sempre, aumenta significativamente a probabilidade de, no futuro, determinadas situações ou questões não se colocarem.

Educar é ser firme e presente, muitas vezes, não impedindo a “queda”, mas alertando para a sua possibilidade e consequência; perante a “queda”, não é ergue-los em braços mas sim amparar/dar a mão para que se lembrem o que lhes custou levantar. Educar é também ter muitas dúvidas, e ganhar muitos cabelos brancos, ao longo do percurso; é escolher o caminho onde se vislumbra a (nossa) luz ao fundo do túnel, ignorando, muitas vezes, o caminho mais fácil ou o que os outros seguem/apontam ou o ladeado de holofotes, é saber dizer NÃO, o número de vezes necessárias, na altura e idade certa, sem peso na consciência ou medo de perder o amor do petiz. EDUCAR é um ato de coragem, abnegação e determinação mas, essencialmente, de amor.

FONTE: www.comregras.com


                                          

O material Montessori é único em sala de aula

005212
Na sala de aula montessoriana há somente um único exemplar de cada material! Porque? Porque o material deve ser visto pela criança como algo valioso, que ela tem a oportunidade de ter em mãos. Ela tem a sorte de poder trabalhar com ele, ela e somente ela naquele momento! De todas aquelas crianças, ela tem a possibilidade de ter aquele material. Esta experiência traz para a criança em questão, um sentimento de responsabilidade, de ser único. O tempo com o material é precioso e único! Este é o objetivo principal.
Claro que a criança pode trabalhar com o material em grupo. Mas o princípio permanece o mesmo. Naquele momento, quem trabalha com o material é aquele grupo, só ele e ninguém mais. Aqui o conceito de “nós”, o grupo, é acentuado.
Como  consequencia deste contexto, a criança aprende a esperar!
Esperar, capacidade esta tão difícil nos dias de hoje, no método montessoriano é treinada dia a dia. Esperar e respeitar a vez, o tempo do outro. Respeito mútuo, socialização é o resultado!
cuidado com os objetos também é treinado através do material. O cuidado de não quebrar, de manter limpo, de manter por inteiro, sem a falta de peças, são capacidades aprendidas através deste método. Paralelamente a criança transmite este cuidado da sala de aula para seus objetos pessoais em casa, assim como para os objetos da casa em geral. A criança aprende o valor das coisas de uma forma positiva, calma e efetiva. Efetiva porque foi através de conclusões próprias, através da vivência dela e não através de sermões dos pais, os quais com a falta e experiência da criança, tem pouco significado.
FONTE:Simone Clemens, pedagoga montessoriana pela associação Montessori de AACHEN/AMI /Alemanha, especialista em superdotação infantil e na adolescência pela IFLW/Alemanha

5 Coisas ERRADAS que as pessoas pensam sobre os surdo


A grande maioria das pessoas pensa coisas que muitas vezes estão erradas a respeito dos surdos e da surdez. 
Partindo desse ponto, resolvemos publicar uma lista com as 5 coisas erradas que as pessoas pensam sobre os surdos.
________________________________________________
1. Todo surdo usa língua de sinais.
O erro mais freqüente de todos. Pois a maioria das pessoas não tem contato com deficientes auditivos, logo acabam pensando isso.
Existem diferentes graus e tipos de surdez, e em 99% dos casos os usuários de Libras são pessoas que já nasceram com surdez profunda, não fizeram uso da tecnologia para voltar a ouvir e não foram oralizadas. Estes são os chamados de surdos sinalizados. Os outros, que são chamados de surdos oralizados, são pessoas que mesmo com surdez ainda ouvem (através da tecnologia ou de seu resíduo auditivo) ou que não ouvem, mas falam como uma pessoa que ouve e não têm necessidade nenhuma de utilizar a língua de sinais. Porém há oralizados que por desejo pessoal querem aprendê-la, esses, são chamados de surdos bilíngües.
_______________________________
2. Surdos estudam em escola especial.
Os que precisam, sentem necessidade e preferem estudar em escola especial, assim o farão. Os que não sentem vontade e não têm necessidade estudam em escola regular. As tecnologias de acessibilidade para surdos usuários de aparelhos auditivos e implantes hoje em sala de aula apesar de não serem as ideais, são muito boas.
_______________________________
3. Todo surdo sabe ler lábios.
Infelizmente não é assim, já que muitas pessoas perdem audição depois de adultas – e como nunca precisaram aprender a ler lábios, não sabem fazê-lo. Não pensem que é a coisa mais fácil do mundo, pois não é. Aliás, você já parou pra pensar em como é olhar para as bocas das pessoas e sem som, conseguir ‘ouvir’ o que elas estão dizendo? É praticamente um super poder! Rs
_______________________________
4. Basta berrar para conversar com um surdo.
É muito comum que uma pessoa “normal” (ouvinte), ao ser avisado de que certa pessoa é surda, começa a se comunicar com ela elevando o tom de voz, muitas vezes até gritando. Isso não adianta! O melhor jeito de se fazer entender é articular bem os lábios, não “berrando”. Quando você quer chamar a atenção de alguém que não ouve ou ouve mal, apareça no campo de visão da pessoa ou então a cutuque. Mas não grite. Além de ser horrível e inútil, é humilhante.
_______________________________
5. Surdo que usa aparelho auditivo ou implante coclear está curado.
A surdez não é curável ainda. Mas os “ouvintes” costumam relacionar aparelhos auditivos e implantes cocleares à óculos. E essa infelizmente é uma comparação ruim. Ao colocar óculos a pessoa resolve de modo automático seu problema de visão. Ao colocar um AASI (Aparelho de Amplificação Sonora Individual) ou IC (Implante Coclear), é necessário um processo longo de adaptação – e eles não restauram a audição de modo perfeito e nem fazem ouvir e entender tudo. A tecnologia ajuda, mas não cura e nem resolve 100% do problema.
Saiba que não há nada mais detestável do que dizer a um surdo quando ele não ouve/entende algo: “Ué, mas você não está de aparelho?” Fica a dica!
FONTE: Projeto Ouça-nos
 *Texto adaptado de: https://goo.gl/enslEC

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Períodos do Desenvolvimento - Teoria Piagetiana



Segundo Piaget, cada período é caracterizado por aquilo que, de melhor o indivíduo consegue fazer nessas faixas etárias. Todos os indivíduos passam por todas essas fases ou períodos, nessa sequência, porém o início e o término de cada uma delas dependem das características biológicas do indivíduo e de fatores educacionais, sociais. Portanto, a divisão nessas faixas etárias é uma referência, e não uma norma rígida. 
FONTE do texto: Portal Educação

domingo, 25 de setembro de 2016

O PAPEL DO PSICOPEDAGOGO NO TRATAMENTO DE AUTISTA



Inclusão-na-escola

Dentre as diversas formas terapêuticas as quais uma criança autista necessita, a intervenção psicopedagógica é extremamente importante para o desenvolvimento intelectual dos “anjos azuis”.
O desconhecimento acerca da atuação do Psicopedagogo por parte dos pais e professores, impede a oportunidade de aperfeiçoar a aprendizagem, através do estímulo, descoberta de potencialidades, reabilitação cognitiva, socialização, treino comportamental através do lúdico, o que garante um avanço extraordinário no desenvolvimento do aprendizado e, consequentemente, no rendimento escolar.
O Psicopedagogo, além de investigar, detectar e intervir nas causas que estão levando ao fracasso escolar e os fatores que limitam o aprendizado, atua na orientação dos familiares quanto as suas posturas e também os profissionais envolvidos diretamente com esse aluno autista.
O Psicopedagogo, precisa, além do seu conhecimento teórico- prático, ter a sensibilidade em compreender que uma criança autista aprende, mas também ensina, pois toda a bagagem que ele carrega consigo deve ser considerada. Através desse conhecimento, respeitando suas limitações, é possível aprender e ensinar. Cabe ao Psicopedagogo intermediar o relacionamento entre ensinante e aprendente na construção de um vínculo prazeroso e saudável.
A criança autista tem aversão a ambientes agitados e desorganizados, então, é importante trabalhar o tom de voz. A fala deve ser serena, explícita e pausada. Seus interesses restritos são ferramentas preciosas para o psicopedagogo trazer à sessão a atenção da criança e possibilitar a socialização e o aprendizado.
É de vital importância tratá-lo pelo nome e comunicar de forma simples a atividade proposta e antes de propor, o psicopedagogo deve executá-la.
O jogo é o melhor e mais completo instrumento a ser utilizado, resgatando e preparando para aprendizagem, visto que ele abrange os três estilos de aprendizagem; visual, auditivo e sinestésico, desenvolvendo, assim, a cognição, competências fundamentais para o futuro.
Dessa forma, contribuirão para melhor desempenho do autista e para integração das várias dimensões do seu conhecimento afetivo, motor, cognitivo e social.

FONTE: Daniele Galvão